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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

needed to find some peace of mind

estou estupidamente só.

de uma maneira que nunca antes percebi, desconectando-me das pessoas.-  pra ser sincera, talvez eu tenha percebido sim. pra ser mesmo sincera, talvez eu sempre tenha sentido isso. mas nem sempre eu gosto de ser sincera, então, talvez, seja uma boa opção. talvez. - 

talvez eu esteja fazendo um gigantesco drama. e, talvez, pela primeira vez na história, eu não me importe com isso. - talvez seja isso que chamam de maturidade.ou, quem sabe, não.

a maioria das pessoas ficou pra trás de alguma forma. distanciou-se de mim de algum modo diverso. o fato é  que resta, muito, muito, pouco que falar. - e isso causa um sério problema de relacionamento com as pessoas que, por algum motivo, não se distanciaram. acabam sobrecarregadas de expectativas que não deveriam estar só sobre elas. - sinceramente, nesse momento não faz a mínima diferença se isso acontece com todas as outras pessoas do mundo. - sinceramente, ainda espero.

se não há com quem falar, há de se falar com todos. e eis que falar com todos parece-me tão imaturo e aborrecido como nunca antes senti. falar indiretamente com quem não tenho vontade de falar diretamente não só não faz sentido como soa desagradável. - ou talvez seja só medo de não ter resposta.

sem pretensões de alcançar todo o mundo dessa vez. a densidade demográfica>cultural>informacional me consola. o mundo conectado não passa de um mais do mesmo enjoado, onde ecoam as mesmas informações superficiais e onde sete bilhões de consciências sofrem sozinhas. se sentir estúpido é um consolo... é se livrar do desespero de, apenas, pensar em tomar consciência disso tudo. embora ainda ache muito estranho que existam pessoas que nunca tenham sequer flertado com essa ideia. - entrando na roda do sistema para aliviar a pressão. 

a maioria das pessoas ficou pra trás de alguma forma. não faço a mínima ideia do que vai acontecer diante disso.

eu sou um passarinho cinza de costas pro mundo.

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

...

Não havia tempo. Não havia racionalidade que justificasse esperança. A porta e as janelas, maciças, gradeadas estavam cerradas. Do alto da torre, o cárcere não permitia romantismo. E mais camadas incontáveis de barreiras inertes ou vivas impediriam o resgate de chegar.
A dor do braço quebrado há dias - mais a fome - me cegava, retorcia o raciocínio. Mas, a despeito da incapacidade de reação, a mente tinha claro que não faria nenhuma diferença. Era nítido que nada poderia acontecer.

Barulho na grade da janela. Ele ultrapassou as barreiras, escalou a torre e planejava um modo de entrar. Um modo de me tirar dali em segurança. Como se não houvesse maneira de ser diferente.

A porta abriu. Outro golpe e dor de perder os sentidos. Despertei com seus braços tentando me levantar com cuidado. O guardava estava morto, tínhamos tempo. Sair daquela cela e atravessar toda a segurança, e a vila, e as terras menos povoadas ao redor sem ser visto até chegar em zona segura era racionalmente impossível.
A dor ainda bloqueava o meu raciocínio. Em algumas horas (dias?!) minha terra teria o seu rei de volta.

carisoprodol 125

Sinto raiva de pessoas que não se sentem mal de fazer coisas banais. Me enjoam as pessoas que não se importam. Gente que não se cobra, não sente culpa excessiva.
Agonia de gente que não revira as entranhas com pormenores.
Me sinto enjoadamente superior. Com enxaqueca, gastrite, dor na coluna, mas superior.

cafeína 30
diclofenaco sódico 50
paracetamol 300

quinta-feira, 24 de maio de 2012


REVIRAVOLTAS.

Ok, ia escrever um puta post sobre todas as coisas/pessoas que tão zoando a minha vida. Mas tudo que consigo pensar é que eu mesma que só faço merda.

Quer dizer... ainda... sai de mim espírito-de-porco. Mas acaba que preciso mesmo é limpar essa mente. Limpar tudo.

Sei lá o que fazer dessa vida. Não que eu esteja desanimada, ou que não queira continuar, sei lá. Mas parece que não enxergo mas muito bem pra onde estou indo. 



Nota.: ainda não tive muito tempo de falar sobre isso, mas, vamos lá. Diante de todas as - por assim dizer - pressões sociais - o que inclui uma indicação médica - acabei tentando começar a fazer terapia. E aí, humn... uma nova experiência para vida. Mas eis que da quase primeira para a segunda (que na verdade seria a primeira) sessão a pessoa me envia um e-mail (que ela disse que iria enviar) falando de Deus e tentando me vender Natura. Quer dizer, não quis dar chance...