1-
Que diabos, de diferença faz dizer "eu tenho muitos amigos gays" na hora de se defender de uma acusação de homofobia? [Vejam bem, que eu não to discutindo natureza de acusações, tampouco se elas procedem ou não.]
Mas eu to pouco me f* se fulano têm ou não amigos gays. Eu conheço uma porrada de gente que têm um monte de amigo gay e transborda homofobia. Aliás, eu conheço um monte de gente também, que É gay, sabe disso, e consegue ser mais homofóbico que um pastor da Universal.
Carajo, por que esse povo não muda de discurso?
Enquanto ficam nessa defezinha rídicula [e hipócrita, diga-se de passagem] de seus egos "politicamente corretos", por que não fazem alguma coisa realmente válida pra mudar isso? Por que não dizem que são contra o preconceito, já que o são, usando algum argumento decente?
Ou, por que não assumem de uma vez que têm preconceitos? Muito mais fácil de mudar seria... mas não é bonito. No Brasil é feio se assumir "politicamente incorreto". Ser, é que não é...
Enquanto a sociedade vai seguindo igual, tão hipócrita quanto os seu integrantes. Tão esútpida quanto...
2-
Nessa semana que passou, Salvador fez aniversário. Aí passou lá no Jornal Hoje [?] uma reportagem feliz e contente falando do sincretismo religioso. Mostraram uma Mãe-de-Santo [Candomblé] que tinha um filho Pai-de Santo e outro Padre [Católica Apostólica]. Isso nem deve ser muito raro por lá. Também mostraram as pessoas que iam pra missa e depois saíam e pediam proteção pros orixás.
Esse é o Brasil. É muito bonito tudo isso, integração cultural e tals. Eu, realmente não tenho nada contra o sincretismo religioso. Admiro muito a cultura brasileira por isso. Principalmente em perceber como as religiões de origem africana conseguiram resistir ao imenso baque cultural que sofreram, e se adaptar [não sei bem se é essa a palavra correta] tão bem com a cultura européia que imperava por aqui quando elas chegaram. Aliás, não só com a cultura européia, mas com a brasileira também.
Mas, vamos ao ponto:
Pode até ser paranóia minha... Mas é a sensação que tenho. Eu não consigo me lembrar de ter visto ou lido alguma coisa que fale de religiões de origem africana sem "meter o pau" ou "justificar" com o tal do sincretismo [mas serei justa, tem uma reportagem da Caros Amigos, que fala mais ou menos o contrário disso]. Como se elas so fossem aceitáveis por ter uma correspondência com a religião católica. "Por que Oxalá é Jesus Cristo e Iemanjá é Nossa Senhora dos navegantes, então podemos cultuá-los..."
Tudo bem, nos primórdios da colonização, foi realmente uma boa saída. Mas, e agora? Tão justificando pra quem?
Pra mim é que não é....
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